Os 7 passos fáceis, rápidos e infalíveis para aumentar a motivação de sua equipe

Rá! Se você acessou esse post esperando encontrar uma fórmula mágica para turbinar a motivação das pessoas que trabalham com você, sinto informar que os parágrafos abaixo não possuem o mapa para o santo graal da energia e persistência daqueles que estão a sua volta. O título foi pensado justamente por não acreditarmos em modelos simplistas e estratégias rasas para lidar com um assunto tão denso e complexo. Palestras motivacionais, em nossa opinião, servem, no máximo, como injeções de ânimo, que logo perdem o efeito. Desenvolver a motivação exige um trabalho processual, com investigação, acompanhamento e manejo adequado. Mas se acalme, não está tudo acabado, esse post poderá ser útil, não para dar respostas, mas para despertar reflexões importantes e significativas.

Para tratar do tema, vamos adotar como referência os pressupostos da Teoria da Autodeterminação, pois esta vem se comprovando muito eficiente para entender esse fenômeno nos mais diversos contextos. Esta teoria entende que Sujeito e Ambiente (pode-se entender Ambiente como as próprias relações, condições físicas, estruturas hierárquicas e tudo mais que cerca o indivíduo) se influenciam mutuamente no processo motivacional. Ou seja, o sujeito, com suas ações, interfere no ambiente, este, por sua vez, gera uma resposta e assim afeta novamente o sujeito. Isso significa que nem a pessoa nem o ambiente, isoladamente, podem explicar o maior ou menor grau de motivação. Portanto, responsabilizar uma pessoa ou equipe por sua desmotivação, como se ela fosse a única responsável por essa condição, é injusto. É preciso considerar os aspectos ambientais para compreender corretamente o porquê da falta de motivação.

Uma segunda postulação importante é o papel das necessidades psicológicas básicas de Autonomia, Competência e Relacionamento que, como o próprio nome explica, são necessárias para a motivação. Na relação com o ambiente, quanto mais o sujeito se sente autônomo, competente e pertencente, maior será sua motivação para um determinado comportamento e maior a chance desse comportamento se tornar intrínseco. Se entendermos que o ambiente deve favorecer o atendimento às necessidades psicológicas básicas, como pode uma palestra surtir efeito? Se na equação da motivação humana as características individuais interferem no resultado, como ter um só modo de intervir na motivação que consiga beneficiar a todos? Que tipo de cultura organizacional predomina na sua equipe de trabalho? Ela favorece a sensação de competência, autonomia e pertencimento? Será que estimular as competições internas favorece a motivação em longo prazo?

Entendemos que a Motivação é fruto da qualidade das relações cotidianas. É pouco provável que um ato isolado tenha força suficiente para anular uma rotina de estresse, cobranças exageradas, competitividade excessiva, relações distantes, frias e totalmente autoritárias. Se há o desejo de investir na motivação de sua equipe, invista em trabalhos que farão uma profunda investigação e acompanhamento sério e competente, que poderão propor ações adequadas à realidade da sua equipe.  O resultado certamente será mais profícuo, eficiente e sustentável do que uma pequena injeção de ânimo.

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