A essência do “sim, e…”

Esse post marca o início de uma séria de publicações que faremos para falar do princípio do “sim, e…”, pois não é possível explicá-lo de forma satisfatória em poucas linhas. Hoje vamos abordar sua essência, para, nos textos seguintes, falarmos de alguns detalhes importantes e desdobramentos possíveis para realidades como as de Inovação e Criatividade, Desenvolvimento Organizacional e Desenvolvimento Humano.

Leia aqui o Post Cuidar do Outro, que também faz parte dos princípios da improvisação

Eis uma regra de ouro na improvisação: o termo “sim, e…”. Dizer sim implica em aceitar qualquer oferta vinda do companheiro de cena (gestos, tons de voz, personagens, papéis, contextos), do ambiente (sons, cores, luzes, cheiros, acontecimentos acidentais e inesperados), da plateia (sugestões e ideias) e da própria imaginação (imagens mentais e ideias que surgem da interação com o meio). Dizer e… significa que a cada oferta recebida, será acrescentado algo para dar sequência ao jogo ou cena. O “sim, e…” traduz a natureza colaborativa e co-criativa da improvisação.

Ao usarmos a lógica do “sim, e…” aprendemos a nos desapegar de nossas ideias. Se ficarmos egocentrados e identificados com nossas próprias criações, nunca conseguiremos criar coletivamente. “Sim, e…” distribui o poder da autoria aos envolvidos, pois todos podem e devem acrescentar algo à história ou ideia. Pessoas que estão iniciando no improviso (e às vezes as que já têm experiência também) frequentemente protagonizam disputa de ideias:

A – “Vamos roubar aquele carro!”;

B – “Não, vamos roubar aquela moto”.

Se um dos dois não ceder, essa discussão será longa e não levará a cena a lugar algum e a plateia se distanciará. Por isso a regra do “sim, e…”.

A – “Vamos roubar aquele carro!”;

B – “Sim, e vamos usá-lo para viajar pelo país”.

Quando trabalhamos com equipes e empresas, procuramos desenvolver e treinar o espírito do “sim, e…” para promover um clima colaborativo e aberto ao novo, onde é possível imaginar e criar de forma mais natural e fluida.

Como dissemos no começo, em poucas linhas não é possível esgotar esse assunto (acho até que esse é um tema que poderia levar uma vida estudando),  por isso no próximo texto falaremos sobre:

Quando dizer sim é dizer não

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